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Sine - Mateus Leme

História PDF Imprimir E-mail
Ter, 02 de Março de 2010 16:02

Seu nome é o de um grande bandeirante paulista, Mateus Leme, que fundou em Minas Gerais o arraial de Itatiaiaçu. Seria o mesmo que, como capitão-mor, passará depois para a Bahia onde de 1715 a 1717 combateu índios bravos.
DATA DA FUNDAÇÃO: Princípio do século XVIII
DATA DA EMANCIPAÇAO: 17 de dezembro 1938
INFORME HISTÓRICO: A denominação primitiva do município, Arraial do Morro de Mateus Leme, já aponta suas origens históricas. Mateus Leme, bandeirante de linguagem paulista cuja vida e trajetória pelas regiões mineradoras é ainda mal definida, foi o iniciador do povoamento local ao instalar-se próximo a uma serra que tornou o nome, presumivelmente nos primeiros anos do século XVIII.


Já em 1710, uma carta Sesmaria refere-se ao local (Morro do Mateus Leme), comprovando a sua origem bem remota; outras fontes documentais, dos anos 1739 e 1745, referem-se ao arraial.
Segundo o estudioso Teophilo de Almeida, encontram-se no Morro de Mateus Leme vestígios de antigos aquedutos e lavrados, iniciados um trabalho vultoso de mineração aurífera no local. Disso podemos deduzir que a mineração ali apresentava-se muito lucrativa, pois compensava os gastos com obras bastantes onerosas.
Apesar destes indícios de riquezas, o arraial do Morro de Mateus Leme atravessa todo o século XVIII sem alcançar foros de freguesia, sendo capela curada de freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral Del Rei. Em 1822, o arraial contava com 2.358 “almas”, segundo visita pastoral realizada neste ano.
Presume-se que a população , com a decadência da exploração aurífera, tenha voltada para outras atividades econômicas como a agricultura e a pecuária.


A freguesia (povoação) foi criada em 1832, com a denominação do Santo Antônio do Morro de Mateus Leme, tendo como filiais, Itatiaiuçu e Patafufo.


Em termos administrativos, a população passou por diversas mudanças: tendo pertencido aos municípios de Sabará e Pintagui, foi posteriormente incorporado aos municípios de Pará de Minas, antigo Patafufo (1848), Bonfim (1850) e (1870) e novamente Pará de Minas (1877). A autonomia foi adquirida em 1938, quando foi criado o município.

O povoado que posteriormente, daria origem ao atual município de Mateus Leme, foi fundado ao início do século XVIII, na vaga que, buscando metais e pedras preciosas, levaria ao deslocamento de todo o eixo econômico brasileiro para Minas Gerais, formando inúmeras novas comunidades. A denominação original da região, Arraial do Morro de Mateus Leme, já aponta suas origens históricas. Mateus Leme bandeirante de linguagem paulista, cuja vida e trajetória pelas regiões mineradoras é ainda mal definida, foi o pioneiro do povoamento na localidade, ao instalar-se nas proximidades de uma serra que, anos mais tarde, receberia o seu nome. Já no ano de 1710 uma carta de sesmaria refere-se ao local do Morro do Mateus Leme, comprovando sua origem bem remota. Outras fontes documentais datadas dos anos de 1739 e 1745, referem-se ao arraial. Existem no Morro de Mateus Leme vestígios de antigos aquedutos e lavrados, que teriam da início a um vultuoso trabalho de mineração aurífera na região. O que podemos inferir destes dados, é que a mineração na localidade era bastante lucrativa, uma vez que compensava obras bastantes A autonomia política e administrativa de Mateus Leme foi auferida no ano de 1938, fruto a luta de gerações e gerações de seus mais nobres próceres, sempre apoiados pela população de todas as classes sociais.

O Pico do Itatiaiuçu também está localizado em Mateus Leme, com renome nacional, mede 1465 metros e seu solo guarda uma incalculável riqueza mineral composta de hematitas, manganês, congo, etc. A Igreja Matriz de Santo Antônio é uma obra de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Foi construída toda em pedra, medindo suas paredes 1 metro de espessura. Sua idade é estabelecida por uma lesa de pedra em sua fachada, onde lê-se o ano de 1766. 

Possui uma economia diversificada, tendo áreas industriais, comerciais e extração de minérios, apresentando franco desenvolvimento a cidade. Vive basicamente da agropecuária, principalmente do cultivo de café, arroz, feijão e milho. Tornou-se o maior fornecedor de hortifrutigranjeiros da capital Belo Horizonte, o 3º nesse setor em todo o Estado e o 20º colocado em arrecadação, graças ao seu emergente crescimento. A floricultura também é praticada na região, principalmente na “Fazenda Boa Vista”, que já abastece o comércio de flores de Belo Horizonte.

A região de Mateus Leme tem atraído muitas pessoas da capital, que constroem casas de campo e sítios, ou se mudam em definitivo e desfrutam da infra-estrutura e comodidade da cidade, que possui escolas de 1º e 2º grau, estabelecimentos de saúde e comerciais em atividade, ginásio poliesportivo, campos de futebol, além do Icaraí Campestre Clube (Juatuba), localizado em condomínio fechado e rodeado por belas chácaras.

A Festa de Junho (Festa de Santo Antônio, São Sebastião e Cavalhada) é a principal atração festiva da cidade, acontece geralmente na 2ª semana de Junho com programações religiosas, shows e a tradicional Cavalhada, atração turística e folclórica da cidade.

 

Estação Ferroviária

E. F. Oeste de Minas (1911-1931)
Rede Mineira de Viação (1931-1965)
V. F. Centro-Oeste (1965-1975)
RFFSA (1975-1996)
FCA (1996-2005)
MATEUS LEME
Município de Mateus Leme, MG
Linha Belo Horizonte-Garças - km    MG-1286
Inauguração: 01.07.1911
Uso atual: n/d   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d 
 
Histórico da Linha: A linha Belo Horizonte-Garças de Minas foi aberta entre 1911 e 1916 pela E. F. Oeste de Minas, ligando a capital a Garças, na época parte da E. F. Goiaz e situada na zona de mineração mineira, próxima a Goiás. Somente em 1920 foi construída a estação prórpia da EFOM na capital. A linha funciona até hoje para cargueiros, tendo sido na década de 1970 o seu início na capital fundido com a Linha do Paraopeba, da Central do Brasil. O seu trecho na região metropolitana de Belo Horizonte recebeu trens de subúrbio por muitos anos, e a partir dos anos 1990 passou a ter a linha do metrô acompanhando de perto a sua linha, que ficou somente para movimento dos trens cargueiros. 
 
A Estação: A estação de Mateus Leme foi inaugurada em 1911 . Esteve abandonada, mas foi finalmente restaurada. Foi utilizada como estação pela FCA por um tempo, e recentemente foi reformada (2005).

 

 

INFORME HISTÓRICO: A denominação primitiva do município, Arraial do Morro de Mateus Leme, já aponta suas origens históricas. Mateus Leme, bandeirante de linguagem paulista cuja vida e trajetória pelas regiões mineradoras é ainda mal definida, foi o iniciador do povoamento local ao instalar-se próximo a uma serra que tornou o nome, presumivelmente nos primeiros anos do século XVIII.
Já em 1710, uma carta Sesmaria refere-se ao local (Morro do Mateus Leme), comprovando a sua origem bem remota; outras fontes documentais, dos anos 1739 e 1745, referem-se ao arraial.
Segundo o estudioso Teophilo de Almeida, encontram-se no Morro de Mateus Leme vestígios de antigos aquedutos e lavrados, iniciados um trabalho vultoso de mineração aurífera no local. Disso podemos deduzir que a mineração ali apresentava-se muito lucrativa, pois compensava os gastos com obras bastantes onerosas.
Apesar destes indícios de riquezas, o arraial do Morro de Mateus Leme atravessa todo o século XVIII sem alcançar foros de freguesia, sendo capela curada de freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral Del Rei. Em 1822, o arraial contava com 2.358 “almas”, segundo visita pastoral realizada neste ano.
Presume-se que a população , com a decadência da exploração aurífera, tenha voltada para outras atividades econômicas como a agricultura e a pecuária.
A freguesia (povoação) foi criada em 1832, com a denominação do Santo Antônio do Morro de Mateus Leme, tendo como filiais, Itatiaiuçu e Patafufo.
Em termos administrativos, a população passou por diversas mudanças: tendo pertencido aos municípios de Sabará e Pintagui, foi posteriormente incorporado aos municípios de Pará de Minas, antigo Patafufo (1848), Bonfim (1850) e (1870) e novamente Pará de Minas (1877). A autonomia foi adquirida em 1938, quando foi criado o município.
O povoado que posteriormente, daria origem ao atual município de Mateus Leme, foi fundado ao início do século XVIII, na vaga que, buscando metais e pedras preciosas, levaria ao deslocamento de todo o eixo econômico brasileiro para Minas Gerais, formando inúmeras novas comunidades. A denominação original da região, Arraial do Morro de Mateus Leme, já aponta suas origens históricas. Mateus Leme bandeirante de linguagem paulista, cuja vida e trajetória pelas regiões mineradoras é ainda mal definida, foi o pioneiro do povoamento na localidade, ao instalar-se nas proximidades de uma serra que, anos mais tarde, receberia o seu nome. Já no ano de 1710 uma carta de sesmaria refere-se ao local do Morro do Mateus Leme, comprovando sua origem bem remota. Outras fontes documentais datadas dos anos de 1739 e 1745, referem-se ao arraial. Existem no Morro de Mateus Leme vestígios de antigos aquedutos e lavrados, que teriam da início a um vultuoso trabalho de mineração aurífera na região. O que podemos inferir destes dados, é que a mineração na localidade era bastante lucrativa, uma vez que compensava obras bastantes A autonomia política e administrativa de Mateus Leme foi auferida no ano de 1938, fruto a luta de gerações e gerações de seus mais nobres próceres, sempre apoiados pela população de todas as classes sociais. O município de Mateus Leme ocupa uma área de 397 quilômetros quadrados, postando a uma altitude média de 770 metros, acima do nível do mar. Mateus Leme está definido pelas seguintes coordenadas geográficas: 19 graus 57' 13" de Latitude Sul o Equador e 44 graus 25' 41" de latitude Oeste Meridiano de Grenwich. Localizado na zona metalúrgica, a leste do Estado de Minas Gerais, possui clima temperado. Segundo os dados mais recentes, a população é de 19.097 habitantes, assim distribuídos: 12.417 vivendo na zona urbana e o restantes 6.680 habitando as parcelas rurais do município. A estimativa para o final de 1984, aponta 25.000 habitantes. onerosas. Apesar destes indícios de riqueza, o Arraial do Morro de Mateus Leme atravessou todo o século XVIII sem alcançar foros de freguesia, sendo capela curada de freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral del Rei. Segundo visita pastoral realizada no ano de 1822, o arraial contava com 2.358 "almas". Presume-se que, com a decadência da exploração aurífera, esta população tenha passado a dedicar-se à outras atividades econômicas, tais como a agricultura e a pecuária.


FESTAS FOLCLORICAS

CAVALHADA

Em Mateus Leme, anualmente no mês de junho, é realizada uma festa em homenagem a Santo Antônio e São Sebastião.
Neste festejos, além dos outros atos religioso e vários shows artísticos, é executado a “Cavalhada”, através de 24 cidadãos montados a cavalos. Os 12 de uniformes brancos representam os cristãos; o principal deles, com vestes de soberano, é considerando o Imperador Carlos Magno. Os outros 12 vestidos de marrom representam os ateus (mouros) dos quais, o de traje mais luxuoso é o Rei de Mouro. Estes cavaleiros enceram alguns fatos e batalhas realmente ocorridos na idade Média – Século VIII, na Europa entre cristão e mouros.

Carlos Magno era cristão, rei da França e imperador de grande território europeu (Alemanha, França, Itália, etc.)no período do ano 768 até 814, e procurava sempre converter o povo à religião crista, pois grande parte deste ainda era pagã e não acreditava na existência de Deus. Os mouros eram e pagãos e naturais da África Setentrional, fronteira à Espanha.
O rei dos mouros tinha um casal de filhos de nome Floripes e Ferrabrás que desejavam se cristãos e batizados como ensinou Jesus Cristo.
Ferrabrás deixou seu povo e converteu-se em cristão, passando a viver junto do reino de Carlos Magno como auxiliar deste. O pai de Floripes, para impedir que a mesma também fugisse para junto dos cristãos, ordenou que fosse seriamente vigiada. Carlos Magno queria que todos os mouros acreditassem em Jesus Cristo. O rei mouro não acreditava esta imposição, e assim teve início a grande discórdia havendo propostas não aceitas, de um lado e de outro. Naquela época, estas propostas eram levadas de uma Rei a outro através de seus respectivos embaixadores.
Carlos Magno envia sua embaixada ao Rei Mouro, mandando dizer-lhe para crer em Jesus Cristo, e o próprio Carlos Magno e Ferrabrás prometiam que se isto acontecesse, o Rei Mouro poderia continuar nos seus reinos e que, caso contrário, lançaria o Rei Mouro fora de seu domínio e lhe daria infâmia e morte.
O rei Mouro responde ao Imperador Carlos Mogno arrogantemente dizendo que admirava pouco este, e que se nova ameaça houvesse, faria mortes e guerra. Posteriormente houve muitas batalhas entre cristãos e mouros.
O Rei Mouro saiu cavalgando a passeio com sua filha Floripes, o que deu oportunidade a Carlos Magno de vê-la, sentir sua formosura e notar seu desejo de ser cristã e batizada. Depois, Floripes conseguiu uma chance em mandar pedir a Carlos Magno a sua proteção, e o mesmo a rouba e a leva para o seu castelo, o que provocou várias batalhas.
O Rei Mouro desafia novamente Carlos Magno, e entre eles há luta pessoal, ficando derrotado o primeiro, o qual se ajoelha em frente a Carlos Magno e se entrega; os soldados de ambos entram em luta, mas os mouros terminam vencidos e são levados até o castelo de Carlos Magno na presença de Floripes. Carlos Magno repete a sua proposta anterior e Floripes também pede a sua pai Rei Mouro para citar o batismo e poder, assim, continuar nos seus reinos na África e não perder a vida e a alma. Finalmente, o Rei Mouro aceita o conselho de usa própria filha e aceita o batismo, surgindo assim a amizade entre cristãos e mouros, e há troca de amabilidades.
Praticam juntos, como um esporte a “tirada de argolinhas”, o que exige habilidade dos cavaleiros e galope e os conseguem tirar a “argola” com sua lança ganham prêmio de pessoas do Público. Porém, no dia a este a batalha prossegue e os mouros continuam a defender a doutrina pagã. Carlos Magno responder que jamais foi vencido e sustentará em campo, a luta. O Rei Mouro diz que os mouros também têm braços poderosos e que a batalha seria iniciada dentro de 5 minutos e que só aspirava ver a praça cheia de sangue.
Os vários combates se recomeçam. Novamente são vencidos os mouros e estes são levados ao Castelo dos cristãos, à presença de Floripes (esta neste dia já se chamava “Maria” seu novo nome após o batismo na lei cristã).
Neste instante, há discussão entre o imperador Carlos Magno, o Rei Mouro, a Princesa Maria e o Barão Miguel.
Este era também mouro, amava “Maria” e queria convencer Carlos Magno de que “Maria” também lhe correspondia a este amor. “Maria” negas afirmações do Barão Miguel e termina a amizade com este, mas insiste em possuí-la e ameaça Carlos Magno com um punhal, mas este se defende disparando um tiro em Barão Miguel, matando-o . Os mouros considerando-se vencidos, fazem novamente as pazes com os cristãos e se convertem à lei de Deus.

PADROEIROS

O padroeiro do Município de Mateus Leme é Santo Antônio de Lisboa”, é também denominado “Santo Antônio de Pádua”, por Ter feito pregações e vivido muito tempo desta cidade, era religioso fransciscano; nasceu em Lisboa, Portugal em 1.195; faleceu em Pádua – Itália em 1.232. seu nome próprio era Fernando de Bulhões; era filho de Martins de Bulhões e Tereza Taveira.
Santo Antônio pregou também o Evangelho e o catolicismo aos Mouros da África, fez numerosos milagres e é o santo mais popular de Portugal. É festejado em 13 de junho ou convenientemente em outra data próxima.
Mateus Leme considera também seu protetor, São Sebastião”. Ele nasceu no ano 250, e foi morto crivado de flechas no ano 288 em Roma – Itália, por ordem do imperador da época que não era cristão.

A Comarca de Mateus Leme foi criada em 1954.


Área do município: 323 km2
População: 24.131 habitantes – (CENSO 2001).
Altitude: 770M.
Clima: Temperado.
Coordenadas geográficas: 19º.57’13” latitude sul, 44º, 25’ long. w. gr .
Localização: Região Metropolitana.
Microregião: Centro.
Distância da capital: 56 km.
Comarca: 1ª Entrância.
Rodovia de Ligação: BR 262 e MG 050.
Distritos: Azurita, Serra Azul e Sitio Novo.

Povoados: 12 ( Alto da Boa Vista, Varginha,
Cachoeira, Freitas, Sitio Novo, Jardim,
Fazenda da Rede, Caxambu, Caxambu,
Mato Dentro e Zicuta ).

Padroeiro: Santo Antônio.

Produção Agrícola: Milho, Feijão e cana de açúcar.

Produção Pecuária: Bovino, suíno, Ovinos e leite.

Hortigranjeiros: Vagem, pepino, pimentão, tomate,
Beringela e outros. (3º maior
produtor de MG).

Produtor Mineral: Algamatolito, minério de ferro e
grafite.

PRINCIPAIS INDUSTRIAS


Alimenta Avícola
Andrade Pinto – Móveis e Decorações Ltda.
C.G.E
Flexopack
Mobiliadora Líder Ltda.
PETRI S/A
Sogefi.
Sumidenso do Brasil.
Mineirinha
Zanini
Mineração Mateus Leme
Jike Industria Ltda
Engefame Ltda
Just' in Time
Inoxcolor.

TURISMO

Festa de Santo Antônio e São sebastião.
Cavalhada.
Congado.
- guarda de Congo e Moçambique de Azurita.
- Guarda de São Benedito Moçambiqueiro.
Carnaval.
Enduro de Motos.
Aniversário da Cidade (17 de dezembro).
Enduro a Pé.

Mateus Leme
Designação: Matriz de Santo Antônio
Endereço: Praça Benedito Valadares – Centro
Propriedade: Paróquia de Santo Antônio de Mateus Leme – MG
Uso Original: Culto religioso
Restaurações: 1983
Construção: A paróquia foi criada por decreto imperial de 14 de julho de 1832.

HISTORICO DA EDIFICAÇAO
Do conjunto arquitetônico e urbanístico do antigo núcleo minerador denominado Arraial do Morro de Mateus Leme restaram poucos exemplares, entre eles, em destaque está a Igreja Matriz de Santo Antônio possuidora de características singulares se comparada à igreja mineiras do mesmo período.
Já nos primórdios da mineração, quando o ouro ainda aflorava nos grandes depósitos aluvionais, e sob impulso natural do fervor religioso das populações pioneiras e do gosto inato pela pompa ornamental do culto. encontrou a arte ambiente propício a uma imediata expansão em níveis do século XVIII, acorriam a Minas Gerais mestres -de-
obras experimentados e artistas de comprados recursos, responsáveis pela edificação e ornamentação dos primeiros templos são desse período igrejas impregnadas da beleza decorativa própria do barroco de reminiscência seiscentista...
Edificada na Segunda metade do século XVIII e concluída em 1790 (data do frontispício), a igreja Matriz de Mateus Leme – Paróquia de Santo Antônio – ao que tudo indica, foi erguida, assim como as várias capelas mineiras da época, para atender à população que se estabeleceu nas localidades próximas às lavras de exploração do ouro no início do povoamento da região das Minas Gerais.
“A Paróquia, desmembrada do Curral Del Rel, foi criada pelo Decreto imperial de 14 de julho de 1832, tendo como capelas filiais Itatiaiuçu e Piedade do Patatulfo. Foi instalada canonicamente em 09 de agosto de 1833. Anexou-se-lhe depois a Capela de São Joaquim de Bicas”.
Supõe-se a existência anterior de uma capela no local, pois em 1748 o arraial possuía um capelão, o padre Francisco Fernandes de Almeida. A construção dessa antiga capela é atribuída ao alferes minerador João Francisco da Silva que segundo o pesquisador João Dornas Filho ergueu a edificação, com seus próprios recursos, para agradecer a Santo Antônio um milagre que teria lhe salvador à vida.
Embora fosse atribuição real o funcionamento da igreja no Brasil, Minas Gerais era os habitantes, organizadores em agremiações religiosas leigas denominadas irmandades, que se empenhavam na construção de templos e párocos ou vigários. Isto é aos padres nomeados para desempenhar suas funções nas igrejas matrizes. Esses religiosos eram os titulares da freguesia e irmandades sempre procuram contratar um capelão para desempenhar seus ofícios religiosos.
Em 1778 no mapa da Capitania de Minas Gerais – Comarca de Saberá (Acervo Arquivo Público Mineiro) aparece a representação da Capela de Matheus Leme. Segundo o padre Francisco Martins Dias – citado por Abílio Barreto no livro Belo Horizonte – memória histórica e descritiva – histórica antiga essa antiga capela de Mateus Leme pertencia à freguesia do Curral Del Rel em 1815.
Os elementos artísticos que compõem a ornamentação interna da igreja aparentemente foram feitos em diferentes épocas ao longo do século XIX. Na visita pastoral de 1822 fala-se de 3 altares, mas acredita-se que apenas o altar - mor em estilo rococó e a pintura do forro tenham sido concluídos nessa época.
Segundo o relatório de visitação pastoral de 1821-1825, a capela de Santo Antônio de Mateus Leme contava com 2.358 almas e tinha como capelão cura o padre Inácio Ângelo do Amaral, já falecido na época.
Foi visitada por sua Excelência. Reverendíssima e crismou 1.818 tem mais nesta aplicação os padres seguintes: o padre José Fernandes Monteiro e João Francisco da Silva. Este padre tem sido o protetor da capela e com o seu dinheiro e diligências fez a capela toda de novo e de pedra e com bom adro. Tem três altares decentemente preparados e ainda continua a obra de um. Os ornamentos, suposto que sé o para o comum, estão decentes e os vasos dos santos óleos são de prata.
Supõe-se que os dois altares laterais, já preparados na Segunda metade do século XIX foram concluídos em várias etapas, podendo-se afirmar que o altar lateral direito é o mais antigo, com base no relatório de 1851 onde é citada a necessidade de conclusão das obras pelo pároco da Matriz.
Por volta da década de 20, a ornamentação interna da igreja foi reformada, quando foi caiado o moraeado que recobria quase todas as paredes, a repintura de forro, os quadros parietais e criada a tela pintada que recobria o antigo forro da capela-mor. De acordo com informações colhidas dos moradores mais antigos estes trabalhos foram realizados pelo pintor “Tavinho” natural do sul de Minas Gerais, inclusive a tal tela pintada que recobriu o forro da capela-mor por mais de 50 anos. Também o piso de tábuas foi substituído por ladrilhos. O terreno em frente a igreja foi modificado quando se demoliu o muro e foram retirados os portões de ferro e uma escadaria de pedra.
A igreja Matriz de Santo Antônio foi originalmente construída toda de pedra e com altares de madeira, e obras típicas de rococó. infelizmente, na década de 60, segundo informações dos moradores da região, teve o seu acervo desfalcado pelo pároco Geraldus Martinus Rietbergen local que supostamente vendeu as imagens da nave e de pia batismal, todas peças originais.
Em 1976 a igreja foi parcialmente restaurada pelo instituto Estadual Do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) que baseou-se na retirada da tela que encobria a pintura original do forro, sua consolidação e retoques. Em 1977 o mesmo órgão tombou a edificação como reconhecimento do seu valor histórico e arquitetônico para a preservação da cultura nacional. Como os trabalhos desenvolvidos não foram suficientes para a conservação da igreja, permanecendo esta em estado de grande deterioração, foi organizada em agosto de 1983 a ALPHA-ML ( Associação local do Patrimônio Histórico e Artístico de Mateus Leme) que propôs a restauração total do prédio da igreja utilizando recursos financeiros da Prefeitura, da própria comunidade e com o apoio técnico do IEPHA/MG, na tentativa de angariar recursos para a obra que se iniciou naquele mesmo ano realizaram-se várias atividades pelo grupo com o apoio da população.
Foi feita então a recuperação de toda a abertura, a substituição completa das instalações elétricas e sonorização, recomposição de forros e remoção de pinturas das peças da centaria e das paredes, entre outros trabalhos. A paróquia de Mateus Leme pertence à Diocese de Divinópolis e à forania de Santana em Itaúna. Anualmente é realizada a festa tradicional do padroeiro Santo Antônio , no mês de Junho. O primeiro pároco foi o padre Antônio Mendes da Cunha jardim (1831/1837). Ao todo já passaram pela Paróquia 28 padres dos quais o que ficou mais tempo foi o padre Hermenegildo Rodrigues Vilaça que orientou os seus fiéis durante 48 anos (1914/1961). Atualmente o pároco local é o padre Geraldo Meneses da Silva (2003).
Relação dos padres que já passaram pela paróquia desde 1831 até hoje:
1) Padre Antônio Mendes Jardim – 1833 a 1836
2) Padre Antônio Fernandes Parreira – 1836 a 1848
3) Padre João Francisco da Silva – 1848 a 1849
4) Padre João Alves Pacheco – 1849 a 1851
5) Padre João José da Silva – 1851 a 1855
6) Padre C.M.R – 1855 a 1859
7) Padre Cônego João da Silva Araújo – 1859 a 1870
8) Padre Domingos Martins – 1870 a 1901
9) Padre Joaquim Paulo Vieira – 1901 a 1906
10) Padre José Batista dos Santos – 1906 a 1911
11) Padre David Frascarolo – 1911 a 1914
12) Padre Hermenegildo Rodrigues Vilaça – 1914 a 1961
13) Monsenhor João Bueno – 1961 a 1962
14) Padre Antônio Pontelho – jan.1962 a julho 1962
15) Padre José Martins Costa – julho 1962 a agosto 1965
16) Padre Antônio Werns – set.1965 a maio 1966
17) Padre Antônio Coslan – nov.1966 a agosto 1969
18) Padre Pedro Cristiano – 1969 a 1973
19) Padre Antônio Pontello – 1973 a 1975
20) Padre Bento Mateus Borges – 1975 a 1980
21) Padre Geraldus Martinus Rietbergen – 1981 a 1983
22) Padre Eduardo Hoffmans 1983 a 1986
23) Padre Gil Antônio Moreira – 1986 a 1989
24) Padre Marcos Heleno Moreira Guimarães – 1989 a 1991
25) Padre Luís Carlos Amorim – 1992 a 1993
26) Padre Geraldo Maia – 1992 a 199727) Padre Demóstenes César Mota – 1997 a 2003
28) Padre Geraldo Meneses da Silva – fev.2003

 


Estação Ferroviária de Azurita é um dos imóveis mais conservado da Ferrovia Centro Atlântica.

DIAGNÓSTICO DE BENS CULTURAIS DE MATEUS LEME


O presente diagnóstico objetiva iniciar a discussão sobre a política de tombamento de bens culturais a ser implementada pela Prefeitura Municipal de Mateus Leme. Foi realizada uma pesquisa histórica documental, associada à pesquisa de campo e entrevistas com antigos moradores da cidade para o levantamento da história da região, no sentido de determinar o processo de ocupação de espaço e o movimento social. Mateus Leme, antigo Arraial do Morro de Mateus Leme, tem o início de sua ocupação presumido no final do século XVII a partir da exploração auríferas se formou nas minas situadas no “morro”. Em torno da exploração aurífera se formou o povoado que originou a cidade, hoje situada ao pé da serra.

A cultura, modo de agir e costumes, maneira pela qual o homem se adapta ao meio e transforma a realidade é um processo de permanente evolução e mudança dos valores. Os bens culturais, produtos dessa constante evolução identificam o grupo social, formam o patrimônio cultural.
A simples preservação de monumentos históricos, tombamento de bens móveis e imóveis que sozinhos, apenas conferem ao espaço uma noção de imagem congelada, de um passado morto e uma memória enterrada, não esgotam a relação histórica da cidade. A preservação dos locais onde se efetua a experiência humana, onde se constrói e reconstrói i identidade social deste grupo constitui a política de registro e preservação da memória local. O conjunto de bens constituem o patrimônio coletivo, símbolos e marcas de identificação dos diversos grupos que compõem a totalmente dos habitantes da cidade, está intimamente ligado à própria dinâmica social. A política de preservação da memória e do região através de ações culturais que registrem a história local e possibilitem à cidade o contato com símbolos importantes que identifiquem a comunidade e valorizem a cultura da região.
A definição do que compõe o patrimônio histórico cultural de uma determinada região, do que deve ou não ser preservado não reside apenas no valor arquitetônico (representativo de um determinado estilo, técnicas ou sistemas construtivo), programas de uso ou eventos memoráveis. Há de se levar em conta também os diversos grupos sociais, os diferentes períodos econômicos, os processos culturais, as formas de ocupação e povoamento que dão sentido a ritos, mitos, comportamentos, edificações, etc. identificar a rede de relações sociais daqueles que vivenciaram o espaço, suas representações e suas formas de uso compreende perceber a ligação entre a dinâmica das relações sociais e simbólicas com os suportes físicos. Sem isso, os bens culturais preservados não passariam de um conjunto de objetos antigos desprovidos de significado.
Portanto, o levantamento do potencial de bens móveis e imóveis da região, diagnosticado a partir do estudo dos elementos constitutivos do patrimônio histórico e cultual, apenas se justificar se pensado de acordo com a política de preservação da memória do lugar. O principal interesse dessa política reside na possibilidade de devolver à cidade espaços de grande importância para a história da região, que assim passam ser conhecidos pela população e às vezes, até mesmo ocupados, fomentando a cultura e contribuindo para a preservação de ritos, tradições e símbolos que identifiquem a comunidade local.
Seguindo essa orientação, pautamos o trabalho de levantar o potencial de bens móveis e imóveis da região dentro da idéia de continuidade da ação de preservação gestada pela administração pública em sintonia com a classe empresarial e os agentes culturais. O valor cultural de um bem reside na sua capacidade de estimular a memória de pessoas historicamente vinculadas à comunidade, contribuindo para garantir a sua identidade cultural e melhorar a qualidade de vida.
Neste sentido identificamos alguns bens culturais móveis e imóveis da cidade de Mateus Leme, passíveis de tombamento pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural numa primeira iniciativa de preservação da memória da cidade devido a sua importância no processo de evolução social da população local. São eles:
1 - A igreja Matriz de Santo Antônio, edificada na Segunda metade do século XVII, já tombada em nível estadual pelo IEPHA em 1976.
2 - A capela do Distrito de Serra Azul que apesar de reformada recentemente justifica a sua preservação enquanto símbolo de identidade da comunidade local.
3 - O cassarão Nardeli e possivelmente o seu entorno, local do início do povoamento da região, pelo caráter arquitetônico preservado.
4 - O prédio da Estação Ferroviária pertencente à antiga Rede Mineira de Viação, que futuramente poderá transformar-se em Centro Cultural, proporcional à população local a possibilidade de produzir e consumir cultura.
5 - A banca de revistas pertencente ao senhor Valtinho, local já apropriado pela população como guardião da memória da cidade pela presença do seu proprietário.
6 - O prédio da Escola Estadual Domingos Justino Ribeiro, datado de 1950, quando abrigou a 1ª escola de Mateus Leme.
7 - A Casa França, que apesar de algumas alterações, possui grande valor arquitetônico e histórico.
8 - O conjunto de livros vindos da Biblioteca da Azurita e que se encontra hoje Biblioteca Municipal de Mateus Leme, onde foram encontradas obras raras.
9 - Os outros bens móveis, instrumentos, fotografias, confessionário e projetor de cinema, símbolos da memória musical e religiosa local, que se encontram também na Biblioteca Municipal de Mateus Leme.
Existem ainda na cidade outros bens passíveis de tombamento pelo Conselho Municipal, mas é importante que inicialmente se pense naqueles que necessitam de proteção imediata, visando inclusive evitar o seu desaparecimento. Dentro da política de preservação do patrimônio criada pelo município é importante que se pense durante a criação da Lei de uso e Ocupação do solo na preservação da memória como forma de evitar a destruição de bens culturais como já ocorreu anteriormente na cidade (destruição de sítio arqueológico por construções e pavimentação de ruas). Devem ser desenvolvidas medidas que envolvam critérios de ocupação compatíveis com o trecho histórico evitando os usos degradados.
Também é importante pensar em medidas de incentivo e reconhecimento às ações empreendidas no sentido da preservação relacionadas ao potencial construtivo, como por exemplo, a transferência do direito de construir, os incentivos fiscais e o incentivo à instalação de órgãos públicos em imóveis históricos.
A preservação do patrimônio cultural da cidade pode trazer benefícios econômicos para muitas localidades gerando receitas derivadas do turismo, reconhecida fonte de renda na economia mundial. Os edifícios recuperados aumentam postos de trabalho, alavancando recursos para a comunidade. A economia de meios e construção que os projetos de reciclagem dos edifícios trazem, constituem importante forma de equilíbrio de investimentos, aumentando o ganho na relação custo - benefício.
Se usada como instrumento urbanístico, a preservação garante a requalificação e a recuperação de áreas degredadas, o que faz aumentar o valor das propriedades e a melhoria da qualidade de vida e do desenvolvimento econômico da região, com conseqüência dinamização da economia do município.

Última atualização em Qua, 19 de Janeiro de 2011 09:34