A cavalhada é uma representação de batalhas que se passam no século VI, entre mouros e cristãos - época em que viveu o imperador Carlos Magno, rei dos francos – o qual tinha como religião o Cristianismo.

Os mouros eram povos da África, de religião islâmica que objetivavam invadir o Centro-Norte da Europa para a conquista de territórios. As lutas foram imortalizadas no século XIII, pela rainha Isabel, de Portugal, que instituiu a tradicional cavalhada – representação teatral inspirada na contação dessa história medieval, na qual os “exércitos”, formados por 24 atores vestidos de vermelho e azul, lutam pela rainha, pela Terra Santa e pela hegemonia de sua religião.

Culturalmente, essa história se estabelece no Brasil no período colonial (Séc. XVIII), com muitas cores, música, sons e brilho. Espetáculo apreciado pela população de todo o Estado que comparece para conferir de perto esse grande evento.

Estima-se que, em Mateus Leme, a primeira cavalhada tenha sido realizada na segunda metade do século XIX. E, devido aos costumes locais, a encenação foi abarcada pela festa dos padroeiros “Santo Antônio” e “São Sebastião”, sempre no mês de junho.

Além da beleza em tudo que a cerca, o que encanta mesmo na cavalhada é a fé desses dedicados homens que participam das encenações, desde a mais tenra idade para correr e incorporam os personagens por longos anos, tamanha a paixão pela tradição, sempre com vestimentas impecáveis, em seus cavalos não menos garbosos. E a incorporação dos personagens pode ser vista e sentida como se estivéssemos na própria batalha da Idade Média, devido à dedicação, à seriedade e ao esmero de seus protagonistas.

As cavalhadas ocorrem no sábado e domingo da "Festa de Junho", a partir do meio-dia.